Créditos : Canal do Moon

Eu sou o Moon e esse vídeo vai ser um pouco sério. Eu vou expor a minha opinião sobre um assunto que causou polêmica esses últimos dias na comunidade competitiva de League of Legends e de outros esportes eletrônicos.

As diferenças no esporte e no e-sport

Segue aí a declaração da jornalista Karin Duarte na Sportv: “O New York Times se pergunta se isso pode ser considerado um esporte. Isso tudo veio à tona porque o governo americano recentemente passou a permitir que estrangeiros que sejam jogadores profissionais de videogame entrem no país com o mesmo tipo de visto dos atletas profissionais estrangeiros, Robi. E aí começa a discussão. Eu também concordo com vocês. Acho que não dá pra chamar esses caras aí de atleta, não. Apesar de a gente saber que muito jogador de futebol, de vários esportes, gosta também de jogar videogame eu não acredito que ficar sentado em frente possa ser considerado um esporte não, viu.”

Bom, a partir do momento que ela abre a boca num canal pra falar uma coisa dessas essa declaração se torna pública e fica livre pra que a audiência concorde ou não. Como o principal esporte desse canal é o futebol, obviamente ela ia fazer algum comentário subjugando os esportes eletrônicos e endeusando o futebol e outros esportes que envolvem muito esforço físico.

Mas vamos lá. O que torna algo um esporte ou não? Vamos fazer uma comparação entre um esporte popular, que é o futebol, e o esporte eletrônico que eu mais curto, que é o League of Legends.

  • Primeiro: ter regras fixas. No futebol, falta dentro da área é pênalti. No LoL você não pode usar qualquer tipo de hack.
  • Segundo: essa prática tem que ser subordinada a algum órgão oficial: a FIFA, a UEFA, CBF, etc. No LoL, a Riot Games.
  • Terceiro: é uma atividade competitiva: Campeonato Brasileiro, Campeonato Europeu, Champions League... No LoL tem os campeonatos regionais, campeonatos mundiais.
  • Quarto: o atleta ganha a vida com isso, seja com patrocínios ou com prêmios das competições. Eu acho que isso eu nem preciso explicar. Nem preciso dar exemplos.
  • Um outro fato é que a queridíssima Karin Duarte citou que “ficar sentado” não é um esporte. Então, ilustre jornalista, xadrez não pode ser considerado um esporte? E o automobilismo, então, também não pode ser considerado um esporte? E ainda: paratletas competindo com cadeiras de rodas? Não são atletas? Não estão competindo por estarem sentados, então?

    Simplesmente ficar sentado não descaracteriza de um esporte ser um esporte, senhora. O esforço físico não é a característica principal já que há muitos outros esportes que são beneficiados muito mais pelo esforço cognitivo, pela percepção, pelo raciocínio e pela coordenação motora.

    Sim, eu falei sobre o automobilismo. Algumas pessoas podem achar que há, sim, um cansaço e um esforço. Eu não nego. Há sim. Existe um cansaço, um esforço. Os caras dão várias voltas mas, mesmo assim, os cyberatletas também se cansam. Também se esforçam já que, em certos campeonatos, eles podem até ter que jogar 20 horas em dois dias, três dias.

    Eu não falei tudo o que eu quero mas, para fechar o vídeo, senhora Karin, a TV se esforça demais pra tentar acusar os videogames de todas as formas, culpando-os de ser um dos maiores males, responsabilizando por qualquer crime ou assassinato sem motivo. Mais uma vez vocês tentam atacar os videogames por medo. Medo de perder cada vez mais e mais público. Medo porque a televisão tá sendo utilizada para entretenimento com videogames e não assistindo à Rede Globo. Somos a geração virtual, a geração da internet: não damos audiência pra vocês, nem vamos dar.

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